A Volvo recebeu uma validação mais que representativa para seus esforços de prover o mercado de comerciais com um veículo que carrega uma solução para a solução de motor alternativo ao diesel. Trata-se do FH B100 Flex que passa a ser utilizado no transporte de soja e farelo e na distribuição de combustíveis.
Através da frota do grupo Potencial, 31 cavalos mecânicos da marca passam a circular nas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, corredores logísticos fundamentais para as operações da empresa. A utilização em diferentes perfis de rota comprova a eficiência e a viabilidade do uso do biodiesel em larga escala no transporte pesado. O principal resultado será a eliminação da emissão de mais de 3 mil toneladas de CO2/ano.
“A aquisição dos Volvo FH B100 Flex pelo Grupo Potencial reforça a resposta positiva do mercado aos produtos com baixas emissões, que visam ampliar a descarbonização em diferentes frentes”, afirma Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões (foto).
Os caminhões B100 Flex fazem parte da meta da Volvo para reduzir as emissões de CO₂ de origem fóssil em seus veículos. A venda foi fechada pela Nórdica Veículos, concessionária que representa a marca em parte do Paraná.
Grupo de valor
A história do Grupo Potencial começou em 1954, quando Eduardo Pedro Hammerschmidt abriu seu primeiro posto de combustíveis na cidade da Lapa, PR. O Grupo se transformou num dos principais players da agroenergia do Brasil, com um complexo industrial altamente integrado, reunindo operações de esmagamento de soja, produção de biodiesel, etanol de milho, glicerina refinada, biogás e logística.
O Grupo reúne as empresas Potencial Combustíveis, Potencial Agro, BWI Trading, BWSP Serviços Portuários, BTAR e Jeta Combustível. Até 2030, o complexo terá a capacidade de produção de 1,7 bilhão de litros de biodiesel, 500 milhões de litros de óleo degomado, 1 bilhão de litros de etanol e 9 milhões de m³ de biogás. O processamento total projetado é de 4,7 milhões de toneladas por ano de soja e milho.
“A aquisição dos caminhões B100 Flex está em linha com o nosso investimento contínuo em tecnologia e crescimento sustentável. Como produtores de biodiesel, acreditamos que a descarbonização passa pela integração entre diferentes setores da economia, conectando agronegócio, indústria de biocombustíveis, setor automotivo e logística”, revela Carlos Eduardo Hammerschmidt, vice-presidente do Grupo Potencial.
Expansão notável
“Essa parceria com a Volvo materializa nossa visão, demonstrando, na prática, que já existem soluções capazes de reduzir emissões sem abrir mão da segurança, da eficiência e da competitividade operacional”, assegura.
Com investimentos próprios superiores a R$ 6 bilhões até 2030, a empresa avança para se tornar a maior indústria de biodiesel em planta única do mundo. O plano inclui a expansão da produção, a ampliação do esmagamento de soja, o aumento na produção de etanol de milho, biogás, óleo degomado, além de novos projetos logísticos e ambientais. Entre os marcos recém-inaugurados estão a nova esmagadora de soja e a segunda planta de glicerina refinada.
Classificados como NEVs (New Energy Vehicles/veículos de energias alternativas), os caminhões Volvo FH B100 Flex contam com um motor de tecnologia exclusiva, que permite o uso tanto de biodiesel puro quanto de diesel convencional, disponível nos postos.
Alternativa
“Quando abastecido com biodiesel puro, a redução nas emissões de CO₂ do poço à roda pode chegar a 90%, dependendo da origem e do método de produção do biocombustível”, assegura Jeseniel Valério, gerente de Engenharia de Vendas caminhões da Volvo.
De 2024 até agora, a Volvo registra o fornecimento de mais de 300 caminhões B100 Flex entregues ou encomendados por clientes de diversos setores.
Os caminhões Volvo FH B100 Flex podem ser financiados pelo Fundo Clima do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que oferece juros mais baixos para a compra de caminhões de emissões reduzidas, como o biodiesel.
A inclusão deste biocombustível no Fundo Clima abre caminho para frotas mais limpas em diversos setores, sem a necessidade de investimentos vultosos em infraestrutura. Mediante projetos especiais, o mecanismo dispõe de R$ 11,2 bilhões para empréstimos, com juros de 6,5% ao ano, acrescidos de 1,3% referentes à taxa do BNDES.



