Gás, a alternativa Scania para o transporte limpo

O grande destaque da Scania no Lat.Bus 2026 foi a apresentação do ônibus urbano K280 4×2 movido a gás biometano. O chassi suporta carrocerias de até 14 metros (12 a 14 m) e oferece uma capacidade de até 105 passageiros.
A Scania oferece quatro modelos a gás no país: linha urbana K 280 4×2 (até 14m), K 340 6×2*4 (15 metros), articulado K 340 6×2/2 (até 21 m) e K 340 4×2, com vocação intermunicipal.
Fruto de uma parceria com a Caio, com a legenda de gMillennium, o veículo movido a gás natural ou biometano apresentado na feira era da versão 13 m e capacidade de 88 pax e coroa os 80 anos da encarroçadora. Sua autonomia de 350 quilômetros por abastecimento credenciam o veículo a ser uma eficiente ferramenta de sustentabilidade para todos os portes de municípios brasileiros a partir de agora.
Produção fácil
Um diferencial e tanto do biometano é que sua produção é plenamente viável para o mercado brasileiro e cadeias sucroenergética e do agronegócio. O biometano pode ser gerado de restos de culturas agrícolas, fezes de animais, resíduos da agroindústria e do lodo sanitário urbano.


O uso do gás natural permite uma redução significativa de poluentes na atmosfera. Com o uso desse combustível, a redução de emissões de CO2 pode chegar a até 90%. Os benefícios incluem também a diminuição de óxidos de nitrogênio (NOx) e de material particulado, muito inferiores em comparação ao diesel.
Assim, os pioneiros ônibus Scania movidos a gás são vocacionados para curtas, médias e longas distâncias abrangendo todos os sistemas de transporte de passageiros.
Motor consagrado
Os motores são do ciclo Otto movidos 100% a gás natural e/ou biometano, ou mistura de ambos. Os motores não são convertidos do diesel para o gás, têm garantia de fábrica, tecnologia confiável e desempenho consistente e força semelhante ao diesel. Outra característica notável é o baixo nível de ruído.
O novo Scania K 280 4×2 Caio gMillennium tem motor com potência de 280cv, com torque máximo de 1.350Nm, governado pela caixa automática ZF Ecolife 2, autonomia entre 300 e 350 km.
O chassi tem suspensão a ar na dianteira e na traseira, frenagem autônoma de emergência (AEB), pode ser encarroçado até 14 metros e ser configurado com piso normal ou piso baixo. Dispõe, como opcional, do pacote de segurança com piloto automático, leitor de faixa (LDW), dentre outros componentes.
Um dos destaques do chassi a gás Scania é a utilização de quatro novos cilindros de gás do Tipo 4, em fibra de carbono, 70% mais leves, de alta tecnologia, capacidade de 220 metros cúbicos e instalados no teto.
“Isso permite maior capacidade de armazenamento de biometano com elevado padrão de segurança”, diz Ivanovik Marx, gerente de Engenharia de Aplicações de Oferta de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil.
Chassi Super 11 litros
Depois dos chassis Super de 13 litros, a Scania aproveitou a Lat.Bus 2026 para lançar os Super de 13 litros para potencializar seus chassis rodoviários de 11 litros nas versões de 350, 390 e 430 cv.
A promessa é disponibilizar a máxima eficiência operacional aos clientes com diferenciais desde a geometria do motor até a injeção propriamente dita. Isso resulta em economia de combustível (até 8%), melhores respostas e maior disponibilidade do veículo.
Esses predicados vêm também da característica do chassi, que proporciona a disponibilidade de torque máximo em baixa rotação (900 rpm), o que permite a melhor explosão do combustível na câmara do motor.

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