Os números do mês

Semestre difícil, muitas interferências

O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, ilustrou o quanto difícil foi o primeiro semestre deste ano. A conjunção de interferências foi algo nunca visto num mesmo ano, fazendo com que as esperadas perdas sejam consideradas razoáveis.

No balanço dos primeiros seis meses de 2022, Leite informou que foram contadas 20 paradas de fábricas – cinco estão neste momento. Somadas as interrupções foram perdidos 357 dias de trabalho, 18 em média por fabrica, correspondente a uma perda de 170 mil veículos.

Pandemia, falta de peças fundamentais, inflação do frete marítimo e dos contêineres, tempo perdido em portos e muito mais. “Como é possível suportar uma paralisação no porto de Xangai, o maior do mundo, e que levará seis meses para voltar à normalidade?”, pergunta.

Por isso que, dadas as circunstâncias, o PIB mundial caiu 4,3%, os resultados obtidos são tidos como satisfatórios. Em junho as vendas de caminhão progrediram 5,6%, mas continuam 3,5% abaixo do total de junho de 2021.

Estabilidade nas vendas

Gustavo Bonini, vice Presidente de Caminhões e Ônibus da Anfavea, comemora a estabilidade nos caminhões e dois meses seguidos de recuperação nos ônibus. “É uma boa notícia para o setor mais prejudicado nesta crise. Dois meses seguidos e vendas totais de 3 mil unidades é um bom sinal para o segmento”, observa Bonini.

Nos caminhões números bem mais vigorosos: estabilidade em torno de 11 mil unidades/mês. E muita esperança neste segundo semestre que tem atrativos como a Fenatran e a expectativa de adiantamento de compras para fugir da inflação da Euro 6. Até agora o acumulado jan-jun aponta 57,6 mil unidades.

revtransporte

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